Anat Baniel – Método Anat Baniel, transformando as vidas de crianças no TEA com aplicações práticas dos princípios da plasticidade cerebral.

Bom pessoal, eu fui direto nessa palestra hoje a noite porque adoro o tema plasticidade cerebral, contudo trata-se de um método, como diz o título. Tudo o que ela diz faz sentido pra mim, me fez lembrar princípios da Integração sensorial (embora ela n cita a IS em momento algum) e até do método Padovan porque ela falou muito em repetição e ritmo. Não tem como aplicar o método inteiro só pelo dito nesta palestra, mas vale entender o objetivo da coisa. Fiz o download de 2 capítulos do livro dela e assisti alguns vídeos. Conclui que posso aplicar muitas coisas com minha filha, em casa mesmo, agregar esse conhecimento na hora do Sonrise por exemplo. As frases em letra de forma entre parêntesis são minhas observações! Então, boa leitura!

 Resumo:

Plasticidade é a capacidade que o cérebro possui de fazer mudanças efetivas em resposta ao ambiente, aos estímulos externos. Os bebês  vão construindo muitas conexões cerebrais ao longo dos primeiros meses/anos de vida. Nas cças do TEA algo n foi bem nessa fase.

 È importante oferecer determinadas condições ao cérebro dessa criança para que ela possa se organizar à despeito de sua condição, se seu problema. Qdo trabalhamos uma cça parece que estamos trabalhando superficialmente, mas o que acontece no cérebro é milagroso. Estimulação não é informação à princípio, mas o cérebro é que transforma estímulo em informação a fim de processá-lo.

Sobre o peso da idade que tanto preocupa os pais. A cada aniversário da cça os pais se desesperam. Não duvide que o cérebro muda em qquer idade. Os 5 primeiros anos são muito importantes. Mas Anat Baniel tem trabalhado com cças de 12, 14 anos com mudanças incríveis nessa idade. Ela deu um exemplo de um garoto de 13 anos no TEA que já falava, mas n fazia conexão entre as palavras e o meio. Era uma fala vazia. Foi feito um trabalho de percepção do corpo/movimento com ele. Ele começou a conectar os seus sentimentos às palavras e gradativamente foi se tornando mais espontâneo.

O trabalho do cérebro é organizar ações, pôr sentido nas coisas (sons, cores, interpretar estímulos do ambiente). No TEA essa função do cérebro está desorganizada. (GENTE, ISSO AQUI EU LEIO COMO DISFUNÇÂO SENSORIAL, PROBLEMAS NO INPUT) – ela diz que o quanto melhor vc fizer essa organização, melhor será sua vida. Ela exemplifica as cças no TEA que n respondem ao chamado do nome, nem atendem a comandos – essa função do cérebro de processar e organizar o input da informação recebida está desabilitado. (DENOVO I.S. PURA!)

Agora o ponto alto aqui: ela põe o TEA como desordem neuro-motora, as desordens neuro-cognitivas são conseqüência. Ela coloca que há uma ruptura aí que provoca a inabilidade no autista de perceber diferenças – a percepção do sentido das coisas.

Ela destaca que TODAS as cças no TEA tem “moving issues”, ou seja, questões problemáticas relativas ao movimento (SISTEMA VESTIBULAR, DENOVO I.S. PURA). Ela diz que o diagnóstico mais precoce possível provavelmente poderia ser dado em algumas crianças considerando a forma como o bebê se movimenta (aos 4 meses já). Ex: os movimentos do bebê são bruscos? Muito abruptos? Robóticos?  Como está a coordenação olho-mão desse BB?

Ela destaca  9 coisas essenciais no método dela: (não deu tempo ela explicar todas)

1-A mãe de todas: Movimento com atenção – o movimento sozinho solidifica o que já foi aprendido. Movimento com atenção gera as mudanças, desenvolvimento da cça. O que a cça sente ao mover-se? Ela sabe o que sente/percebe? (PROPRIOCEPÇÃO – I.S. DENOVO! NADA QUE A JEAN AYRES JÁ NÃO TENHA DITO! )

Exs: vc precisa aplicar isso em tudo. Trazer a atenção da cça para o movimento que ela realiza. Vestindo a roupa vc pode começar e parar em cada fase, isso chamará atenção da cça para sua ação. E vai dizendo: já vestimos um braço, e agora? Levante o outro, coloque dentro da manga, Agora a cabeça…isso mesmo! Dando ciência à cça do passo-a-passo das coisas. Também chamando a atenção da cça para o que ela sente durante um movimento (ao balançar: cabelos voando, frio na barriga)

2-Refrear, tornar mais lento – a maioria das cças do TEA anda mto rápido, faz movimentos bruscos. Selecionar momentos para pôr um freio, fazer uma câmera-lenta com eles, ensinar a diferença do que é movimentar-se lentamente. Faça isso intencionalmente e deixe que ele saiba que é intencional. (AQUI LEMBREI DE ALGUNS EXERCÍCIOS DO SONRISE E LEMBREI DO CONNECTOR RX TBM QUE É LIGADO AO CORPO DOS PAIS) Praticar com eles a redução da força física, emocional, cognitiva. Sendo mais gentil nos toques para prestar atenção ao movimento. Mostrar toques mais fortes e mais brandos. Pode-se criar uma brincadeira com tapinhas tbm,  do mais fraco ao mais forte. Sempre nomeando as ações e chamando a atenção para as sensações da cça.

3- Variações – (DICAS CURIOSAS AQUI!)  Consiste em ensinar a percepção das diferenças criando situações propositais para tal. Criar demandas diferentes. Por exemplo pedir que, ao invés de escrever certinho em cima da linha, a cça escreva tudo torto ultrapassando os limites da linha ou até da folha de papel. Seria como pedir para a cça errar de propósito! Isso aguça a percepção dela do dentro/fora dos limites. Ela destacou aqui a importância do ritmo e da repetição para favorecer a plasticidade cerebral (LEMBREI DO TRIO:  RITMO, RIMA E REPETIÇÃO USADOS EXAUSTIVAMENTE NO MÉTODO PADOVAN).

4- Objetivos flexíveis para o autista. Qquer mudança positiva deve ser comemorada, pois demanda grande esforço do cérebro para tal, nada é mera bobagem ou “é uma mudança pequena”. Considere todas as possibilidades que possam impactar positivamente o aprendizado do autista.

(BOM, SÓ DEU TEMPO ELA EXPLICAR ESSES 4, MAS AINDA TEM:  ENTUSIASMO, IMAGINAÇÃO E SONHOS, CONSCIÊNCIA, APRENDIZADO DE MUDANÇAS E PERCEPÇÃO)

Ela encerrou falando de algo que ela considera muito importante. O estado de espírito dos pais. A ansiedade atrapalha. Os pais precisam buscar as mudanças com todas as forças. Precisam acreditar no desenvolvimento do filho. Ter sentimentos positivos, pois eles percebem isso no ar. Não adianta se culpar. Tem que vencer os obstáculos com entusiasmo. A cça não vai falar de uma forma mágica, há milhões de coisas que precisam ocorrer dentro do cérebro em termos de desenvolvimento até que um balbucio se torne uma palavra, até que a cça de um balbucio possa dizer claramente a palavra água e até que ela possa dizer água somente quando percebe que tem sede. Por isso é um processo gradativo. São grandes desafios que devem ser vencidos com prazer.Imagem

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About Evellyn Diniz

Hoje eu sou super mãe! Me formando todos os dias nas áreas de saúde e educação. Mas antes de adquirir super poderes fui muitas coisas e ainda sou! Vendedora, professora de inglês, apresentadora de TV, editora de imagens, cantora de banda de rock e fiz faculdade de jornalismo... Atualmente sou mãe e esposa em tempo integral e cuido da casa nas horas vagas! Minhas 3 filhas são minha continuação e minha continuidade. A caçula chama-se Stella Bertille que significa estrela brilhante. Ela veio ao mundo para mudar o mundo para mim, ela veio ao mundo para brilhar! Stella está vencendo o AUTISMO. Este blog é por ela. Destina-se a ajudar pais e mães a entenderem que o PODER de fazer nossos filhos atingirem a plenitude pertence aos pais. Aqui compartilho videos, fotos, matérias, experiências e pensamentos sobre o Transtorno do Espectro do Autismo. Coloque a sua capa e sua roupa de herói que os desafios aqui não são de faz-de-conta!

8 responses »

  1. Evellyn muito interessante este método, ainda não conhecia. Eu me chamo Inêz, sou psicopedagoga e tenho um blog com a finalidade de ajudar em diversos aspectos, gostaria da sua autorização para postar sobre este método?!
    psico09.blogspot.com.br
    Aguardo ! Abraços

    • Sim, Ignês, se puder postar com um link pro meu blog agradeço, pois estou iniciando recentemente e preciso divulgá-lo. Agradeço sua visita aqui, já dei uma olhada no sei blog também. Abraço!

  2. Ale diz:

    Oi Evelly…tambem tenho um filho com autismo (mild)…voce mora no Brasil?
    Eu vivo no Canada e meu filho jaz ABA Therapy…voce ja ouviu falar…ele tem tido bons resultados…aguardo resposta….abrcs

  3. Alessandra diz:

    Te add no Facebook 🙂

  4. Bom dia Evellyn,
    Gostei muito de toda essa informação, quem me dera ter tomado conhecimento há 22 anos atrás e talvez a vida do meu filho hoje com 25 anos seria diferente. Hoje é um adulto meigo e inteligente mas com limitações na sua expressão oral e capacidade de compreender, raciocinar rápido agindo em conformidade. O seu desempenho académico foi sempre fraco, já teve alguns empregos mas acabam despedindo por achá-lo ineficiente. Em criança frequentou algumas terapias que pouco ajudaram acredito por falta de empenho dos técnicos mais preocupados em lucrar com os pais do que estimular a criança. A minha pergunta é: será demasiado tarde ou ainda podemos recuperar o meu filho?
    Beijinho e que Deus esteja consigo.

    • Helena, que emocionante ouvir de alguém que já trilhou tantos anos de jornada! Olha, neuro plasticidade é meu assunto favorito! Aprendi que a plasticidade cerebral existe do berço ao túmulo. Somos todos capazes de aprender e reprogramar nosso cérebro através de estímulos independente de idade. Já li e me emocionei com diversas histórias de autistas em idade adulta que estão, só agora, ingressando em novas atividades e até iniciando a comunicação seja de forma verbal ou escrevendo em tablets, usando softwares de comunicação alternativa que não existiam na época em que eram crianças pequenas como minha filha. O poder dos pais é esse, acreditar e investir nos filhos sem limite de idade, sempre com as esperanças renovadas. Desejo o melhor a vc e sua família, especialmente ao seu filho tão amado. Estou certa de que vc fez o melhor que sabia e ainda faz. Grande abraço!

  5. ana paula diz:

    Voce está de parabéns!!! Obrigada por partilhar este conhecimento!!!
    Sou psicopedagoga e trabalho com autistas no Estado de São Paulo, amo muito o que faço e acredito que não existe um método pronto e sim alternativas que se encaixam para que o indiduo consiga desenvolver plenamente suas funções, habilidades e competencias!!!
    Ainda existe muito mito em torno da inclusão e luto diariamente para que as pessoas consigam entender o quanto os autistas são especiais e como é maravilhoso conviver e aprender com eles!!!
    Quanto ao tema plasticidade neural, também sou super fã!!! Além de profissional eu também sou mãe de um menino muito especial que hoje tem 13 anos e há 4 ficou tetraplégico após uma PCR. Em decorrencia disso muitos profissionais da área disseram que não há o que ser feito, entretanto eu continuo acreditando e lutando para vê-lo um dia sorrindo !!!
    Abçs Ana

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